Indústria de energia renovável deve atingir 14 milhões de empregos em 2030

Número de trabalhos relacionados a produção de tecnologias de energia limpa irá mais do que dobrar ao longo da década, mostra estudo da IEA

Por Ricardo Casarin/Portal Solar

A indústria de energia renovável deverá mais do que dobrar o número de empregos no mundo até 2030, saindo dos atuais 6 milhões para quase 14 milhões, mostra relatório da Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês). O estudo estima que o mercado global de fabricação em massa de tecnologias de energia limpa corresponderá a cerca de US$ 650 bilhões por ano até o final da década, mais de três vezes o valor atual.

O relatório ainda aponta que as principais economias do mundo estão agindo para combinar políticas climáticas, energéticas e industriais em estratégias econômicas mais amplas. Um exemplo é o pacote de combate à inflação dos Estados Unidos (Inflation Reduction Act).

Outras iniciativas são o REPowerEU, na União Europeia, o programa de transformação verde no Japão e plano de incentivo a indústria solar fotovoltaica e de baterias na Índia.

Risco de alta concentração
Ao mesmo tempo, a IEA alerta que a cadeia de fornecimento do setor corre o risco de alta concentração geográfica de recursos minerais e na produção de equipamentos. Os três maiores produtores de tecnologias como painéis solares, baterias e eletrolisadores respondem por mais de 70% da capacidade global, com a China em papel dominante em todas elas.

Da mesma forma, vários minerais essenciais para o setor estão concentrados em poucos países. Por exemplo, a República Democrática do Congo produz cerca de 70% do cobalto do mundo e, apenas três países (Austrália, Chile e China) respondem por mais de 90% da produção mundial de lítio.

Essa alta concentração já inflacionou os preços de tecnologias renováveis nos últimos anos, dificultando a transição energética. Aumentos dos preços de cobalto, lítio e níquel causaram o primeiro incremento global de custos de baterias de veículos elétricos já registrado, quase 10% em 2022. Tendências similares também ocorreram com turbinas eólicas e equipamentos fotovoltaicos.

Compartilhar no facebook
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no pinterest
Compartilhar no twitter
Compartilhar no email

Compartilhe

outros artigos